Gol volta voar para Juazeiro, mas a economia da região depende é do ônibus, que não tem isenção de ICMS.

Para atender aos mais pobres e ajudar a economia do Cariri, o bom caminho é conceder ao setor de transporte rodoviário o mesmo tipo de isenção fiscal que as companhias de aviação usufruem.

O governador Camilo Santana comemorou em suas redes sociais a retomada dos voos da Gol entre Fortaleza e Juazeiro do Norte projetada para reiniciar no mês de novembro. “A previsão é de que o voo seja realizado seis vezes por semana, com saída da Capital às 23h15. Já o embarque em Juazeiro do Norte será às 5h05. Essa frequência será muito importante para movimentar a economia do Ceará, principalmente na Região do Cariri, gerando mais emprego e renda à nossa população”, escreveu o governador.

É sempre um bom sinal a retomada dos voos e o início de outros. É importante lembrar que as companhias aéreas recebem um senhor incentivo fiscal (ICMS) por parte do Estado para realizar esses voos. Porém, quem ajuda mesmo a economia do Cariri são as linhas formais de transporte rodoviário.

Só a Guanabara, uma das empresas que atendem à região, contabiliza mais de 30 mil passagens por mês para Juazeiro do Norte. Isso, sem que o setor tenha o incentivo da não tributação do ICMS na compra do combustível (diesel) e principalmente, a não incidência do ICMS na passagem, privilégios dados às companhias aéreas.

O lobby da aviação tem sempre muito mais peso. Afinal, a parte da população que utiliza os serviços aéreos é a mais rica. Na outra ponta, estão os usuários dos serviços terrestres, sem isenções e em muito maior quantidade. Para atender aos mais pobres, que são em muito maior quantidade, e ajudar mais a economia do Cariri, o bom caminho é conceder ao setor o mesmo tipo de isenção fiscal que as companhias de aviação usufruem. Obviamente, a medida refletiria no valor (para baixo) da passagem de ônibus.

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