Eletros vai pedir que governo deixe ZFM de fora da redução do IPI.

Entidade do setor eletroeletrônico e de informática é um dos 15 membros da Coalizão Indústria que se reúne com Paulo Guedes nesta sexta-feira.

Quando a Coalização Indústria (foto de 2020) se encontrar nesta sexta-feira, 11, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para pressionar o governo a fazer um corte de até 50% no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o presidente da Eletros, Jorge do Nascimento Júnior, vai sacar da manga uma proposta já acertada com os parceiros da coalização.

“Vamos dizer que somos favoráveis aos incentivos que o governo está pretendendo dar para a reindustrialização e o fomento aos novos investimentos industrais e se essa ação for com a redução do IPI que ele não seja linear, mas que garanta a excepcionalidade para os produtos fabricados na Zona Franca de Manaus”, disse Jorge Júnior.

A Coalizão Indústria é o grupo que reúne representantes empresariais de cerca de 15 setores da economia brasileira, como Instituto Aço Brasil (siderúrgicas), Interfarma (farmacêuticas), Abicalçados, Abrinq (brinquedos) e a poderosa Eletros, do setor eletroeletrônico e informática.

O presidente da Eletros manifesta essa preocupação ao ficar no meio do fogo cruzado porque há empresas que estão fora da Zona Franca de Manaus e que desejam o corte drástico e linear do IPI.

Queda das vantagens comparativas

No entanto, a maioria da indústria eletroeletrônica e de informática está na Zona Franca de Manaus e, se o IPI for reduzido, caem as vantagens comparativas em relação aos mercados fora do Amazonas o que implicará em fuga de investimentos, empregos entre outros beneficios.

O principal argumento do governo federal, ao defender a redução do imposto, que excluiria apenas cigarros e bebidas, é o de que a medida ajudaria a aliviar a inflação e ajudar na retomada do crescimento econômico e industrial no pós-pandemia.

“Portanto, nessa reunião com o ministro Paulo Guedes, já acordado com os membros da Coalização Indústria, vamos fazer essa ponderação: que a medida atenda o govero, os anseios da indústria brasileira, mas leve em conta também as necessidades da Zona Franca de Manaus”, disse o presidente da Eletros.

Polo eletroeletrônico é o maior do país

Jorge do Nascimento Júnior lembra que essa excepcionalidade é importante e necessária porque na Zona Franca de Manaus está a maior concentração da indústria eletroeletrônica do país e não pode desconsiderar que o setor é que maior arrecadador e pagador de impostos, tem o maior faturamento e a maior geração de empregos.

“Logo, o governo não pode desconsiderar esse ambiente, toda essa pujança da indústria que traz tantos benefícios econômicos e sociais para o Amazonas, para toda a região e para o país”, destacou o presidente da Eletros.

Veja mais detalhes em: https://bncamazonas.com.br/poder/eletros-governo-zfm-ipi/

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