Debêntures atraem pela proteção de inflação e incentivo fiscal.

País tem número grande de projetos em saneamento, rodovias, energia, entre outros, com necessidade de crédito.

Com importantes projetos de infraestrutura, necessários ao país, as debêntures incentivadas são importantes alternativas de crédito às empresas. Do outro lado, apresentam forte apelo aos investidores que buscam proteção de inflação e incentivo fiscal, oferecendo taxas crescentes, principalmente neste momento de preços em alta em serviços e produtos de consumo.

Em janeiro, a média da taxa nominal, ofertada ao investidor pelas debêntures incentivadas, ficava em torno de 8,26%. Em agosto de 2021, já estava em 10,38%, segundo dados da UNA Partners Consultoria. De acordo com Daniel Keller, sócio da consultoria, a tendência de alta da taxa nominal da debênture deve-se ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que está subindo, e ao spread, que é o indicativo do risco.

O ano 2021 começou com uma taxa média de 8% e, atualmente, está em 10%. Com o aumento da instabilidade e da taxa básica de juro, que repercute no CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro que é a taxa de referência para aplicações), o processo se acentua e, ao longo do ano que vem, a curva tende a permanecer ascendente, explica Keller. “Há um número grande de projetos em saneamento, rodovias, energia, entre outros, com necessidade de crédito”, diz.

O fundo AZ Quest Debêntures Incentivadas registrou rentabilidade líquida de 6,75% de janeiro ao fim de novembro de 2021, superando os 6,25% de todo o ano passado. O resultado do fundo está bem acima do seu benchmark IMA-B 5 que registra alta de 3,75% de janeiro a novembro de 2021.

Com aplicação mínima de R$ 5 mil, o fundo AZ Quest Debêntures Incentivadas é destaque no “Guia Valor de Fundos de Investimento”, entre os mais rentáveis até 31/09/21, considerando também a relação risco e retorno.

“Em 2021, conseguimos agregar bastante com a gestão ativa de juros e de crédito. Enxergamos que haveria a subida da taxa de juro e conseguimos capturar. Para 2022, a perspectiva é de que há possibilidade de superar o CDI por conta da curva de juro e da inflação”, explica o sócio da AZ Quest, Laurence Mello, também gestor do fundo.

Com foco em papéis emitidos por companhias maduras, já com projetos erguidos e em funcionamento, o fundo Sul América Infra Incentivada teve 5,62% de rendimento líquido de janeiro a novembro deste ano. “Tem atraído muitos investidores com foco no baixo risco de crédito”, explica a superintendente de crédito privado da SulAmérica Investimentos, Daniela Gamboa.

Com metodologia própria na classificação do risco de crédito dos emissores dos papéis que entram na carteira do Órama Debênture Incentivada Infraestrutura, o fundo alcançou a rentabilidade de 3,79% entre janeiro e novembro de 2021. Segundo o gestor da Órama Gestão de Recursos, Felipe Cunha, em 2022, ainda será possível o investidor surfar no aumento da inflação, com incentivo de isenção do Importo de Renda.

Veja mais detalhes em: https://valor.globo.com/publicacoes/suplementos/noticia/2021/12/09/debentures-atraem-pela-protecao-de-inflacao-e-incentivo-fiscal-sembarreira.ghtml

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